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Revista Brasileira de Psicanálise

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CONGRESSOS

XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE

MORTE E VIDA – NOVAS CONFIGURAÇÕES

FORTALEZA, 01 – 04 DE NOVEMBRO DE 2017

CONVITE

HOTSITE DO XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE PSICANÁLISE CLIQUE AQUI http://congressofebrapsi2017.com.br/

INSCRIÇÕES PARA O CONGRESSO CLIQUE AQUI http://sis.gnius.com.br/usuario/?cl=febrapsi

 

 

NEY MARINHO (SET/16)

Diretor do Conselho de Coordenação Científica da Febrapsi

 

O conforto do consultório, a amenidade da temperatura, o aconchego do mobiliário, tão familiar, pode levar-nos a esquecer que estamos no meio de um incessante conflito entre vida e morte, ou, como insistia o poeta: morte e vida. Embora esses sejam termos que acompanham os homens desde sempre, adquirem em cada tempo novas configurações. Neste milênio em que vivemos, quer em nossos consultórios, quer na vida social e política, tal conflito toma novas e por vezes surpreendentes formas. Em torno deste tema é que convidamos todos os colegas, nossos alunos e os amigos da psicanálise a discutir como se vive e como se morre em nossos tempos e nossas culturas. Desejamos um congresso multidisciplinar.  Impossível pensar questões tão abrangentes sob um único vértice sem empobrecer a investigação. Pretendemos convidar profissionais de outras áreas para desenvolver conosco a proposta do congresso.

O Congresso se realizará através de três vertentes básicas: a da Teoria, a da Clínica e a da Cultura. Seguiremos assim o compasso da obra freudiana que sempre se reportou a essas três dimensões da psicanálise. A partir de cada vertente teremos uma vasta gama de questões a debater.

As diversas leituras de nossa teoria das pulsões. A inevitável discussão sobre a existência, ou não, de uma pulsão de morte. A possibilidade de ampliarmos nossa mitologia com a introdução de novas forças propulsoras além das de vida, ou de morte. As complexas relações entre destrutividade, agressividade, amor e indiferença. Questões teóricas mas com importantes implicações clínicas e culturais: o suicídio, a violência, o preconceito, a desigualdade, a miséria humana em sua expressão material e emocional.

Uma das principais características da psicanálise brasileira é a receptividade às diversas correntes que a partir de Freud fertilizaram o pensamento psicanalítico. As contribuições de Ferenczi, Melanie Klein, Winnicott, Bion, Lacan, Kohut, Green e tantos outros pensadores da Psicanálise terão garantido espaço para apresentações e exercícios clínicos. Consideramos que a prática da diversidade de pensar seja a melhor forma de evitar os dogmatismos, os fundamentalismos e a estreiteza mental que tanto nos ameaçam. Mais uma vez tentaremos integrar teoria, clínica e cultura, através do vértice clínico. No mesmo sentido haverá espaço para a clínica de pais-bebês, crianças, adolescentes, adultos e velhos, uma vez que entendemos que a história já nos ensinou que dessas experiências nascem os grandes desenvolvimentos de nosso ofício.

É com grande satisfação que neste processo de organização do XXVI Congresso temos recebido solicitações para discutir temas muitas vezes relegados a um segundo plano – como as migrações (internas e externas), sempre dramáticas; a prática da violência contra a mulher, a criança e o idoso; o preconceito contra o diferente ou as minorias; a guerra e a paz e, sobretudo, suas causas em geral obscuras; a manutenção de uma desigualdade cruel que impede uma real solidariedade, entre povos e nações, assim como outros temas muitas vezes negligenciados como se não fossem de nosso âmbito de reflexão – e que serão expostos em mesas multidisciplinares, quer sob a forma de debates, quer por exposições de artes plásticas ou cinematográficas, aproximando-nos de outros pensadores também preocupados com o morrer e o viver em nossos tempos.

Queridos colegas e amigos da psicanálise, como veem nossa proposta é ampla, humilde e ambiciosa ao mesmo tempo. Precisamos da colaboração de todos para realizar este projeto. Nossa geografia, nossa mestiçagem, nossa cultura não se satisfaz com modelos tradicionais, pedem que avancemos. Somos frutos de uma aventura – a marítima portuguesa do século XV – e a história nos reservou o lugar da utopia. Assim, acreditamos que vale a pena criar novos modelos, a possibilidade de aproximarmos a psicanálise cada vez mais das necessidades de nosso povo e de nossos tempos. Temos uma contribuição a dar. Temos muito o que aprender como o nosso I Congresso de Psicanálise em Língua Portuguesa nos mostrou.

O XXVI Congresso Brasileiro de Psicanálise ocorre num momento de particular importância para a psicanálise brasileira. Neste próximo ano comemoraremos os 50 anos de criação da FEBRAPSI, sucessora da ABP. O local escolhido para o nosso congresso será a mais nova sociedade psicanalítica brasileira: a SPFOR (Sociedade Psicanalítica de Fortaleza) que deverá ser oficializada no próximo congresso da IPA. Fruto do pioneirismo da SPR (Sociedade Psicanalítica de Recife) nasce a nova sociedade com a vocação de tornar-se um polo difusor da psicanálise para a região norte de nosso país. O sonho de uma sociedade para cada estado começa a tomar corpo e para tornar-se realidade exigirá a participação de todos nós, quer pela contribuição de cada um para seu estado de origem, quer pela recuperação do entusiasmo de nossos precursores e pioneiros, iremos pavimentar este caminho. Este é um movimento de vida.

Fortaleza com seu sol, o Ceará com suas praias e hospitalidade, é o local certo para o nosso encontro. Contamos com a participação de todos para realizar um belo Congresso que culmine o trabalho dos antecessores de aproximar a psicanálise dos que mais dela precisam, de sua cultura, de seus sofrimentos e sua esperança de um mundo melhor para todos.

 

INSCRIÇÕES PARA O CONGRESSO CLIQUE AQUI http://sis.gnius.com.br/usuario/?cl=febrapsi